O laudo de vistoria de imóvel é um documento técnico essencial que registra o estado atual de uma propriedade, identificando problemas estruturais, defeitos construtivos, desgastes e necessidades de manutenção. Elaborado por um engenheiro qualificado, esse laudo funciona como um relatório detalhado que descreve as condições do imóvel em aspectos como fundações, alvenaria, cobertura, instalações elétricas e hidráulicas, além de questões de segurança e conformidade com normas técnicas.

Na prática, a vistoria é fundamental em diversas situações: antes de comprar ou alugar um imóvel, para fins de financiamento bancário, em processos judiciais, para avaliação de seguros, ou quando há necessidade de diagnosticar problemas específicos em uma construção. O documento gerado oferece credibilidade e respaldo técnico, servindo como base para decisões importantes e negociações imobiliárias.

A qualidade do laudo depende da experiência do profissional que o elabora. Empresas especializadas em engenharia predial realizam vistorias minuciosas, utilizando metodologias padronizadas e equipamentos apropriados para garantir um diagnóstico preciso e confiável do estado do imóvel.

O que é Laudo de Vistoria de Imóvel

Definição e Objetivo do Laudo de Vistoria

O laudo de vistoria de imóvel é um documento técnico formal que registra o estado físico e as condições de uma propriedade em determinado momento. Elaborado por profissional qualificado, descreve detalhadamente todos os aspectos estruturais, funcionais e estéticos do bem, incluindo suas instalações, acabamentos e possíveis irregularidades.

Seu objetivo principal é criar um registro oficial e imparcial que funciona como prova documental do estado do imóvel. Serve como proteção para ambas as partes envolvidas em transações imobiliárias ou contratos de locação, estabelecendo um ponto de referência claro sobre as condições da propriedade no momento da inspeção. Permite identificar danos preexistentes, avaliar necessidades de manutenção e documentar o padrão de conservação do bem.

Diferente de um simples termo de vistoria, o laudo técnico possui caráter mais rigoroso e aprofundado, incluindo análises específicas, recomendações de reparos e, frequentemente, fotografias que comprovam as condições encontradas. É um instrumento fundamental para garantir transparência e segurança nas relações imobiliárias.

Importância Legal e Proteção do Locador e Locatário

A relevância legal do laudo de vistoria transcende simples formalidade administrativa. Possui valor probatório em processos judiciais, podendo ser utilizado como evidência em disputas entre proprietário e inquilino sobre responsabilidades por danos ou desgastes. Quando elaborado por profissional habilitado e assinado digitalmente, adquire força de prova técnica reconhecida pelos tribunais.

Para o proprietário, o laudo de entrada protege contra acusações infundadas de danos causados antes da ocupação. Estabelece claramente quais eram as condições iniciais do imóvel, diferenciando problemas preexistentes daqueles ocasionados pelo locatário. Isto é especialmente importante na recuperação de depósitos caução e na eventual cobrança de reparos necessários.

Para o inquilino, oferece proteção contra cobranças abusivas por desgaste natural. Documenta o estado real da propriedade no momento da entrada, evitando que o proprietário o responsabilize por questões que já existiam. Além disso, a vistoria bilateral garante que ambas as partes concordem com as condições registradas, reduzindo possibilidades de litígios posteriores.

Legalmente, alguns municípios e estados consideram o laudo de vistoria obrigatório em contratos de locação, especialmente para imóveis de alto padrão ou em condomínios que exigem essa documentação. A ausência do laudo pode prejudicar qualquer uma das partes no caso de divergências sobre o estado da propriedade.

Quem Pode Emitir um Laudo de Vistoria de Imóvel

Profissionais Habilitados para Elaborar o Laudo

Apenas profissionais devidamente qualificados podem emitir laudos técnicos de vistoria com validade legal. Os principais habilitados são engenheiros civis registrados no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), arquitetos registrados no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) e peritos imobiliários credenciados.

O engenheiro civil é o profissional mais comum para elaborar estes laudos, pois possui formação técnica específica para avaliar estruturas, instalações hidráulicas, elétricas, sistemas de segurança e condições construtivas gerais. Arquitetos também podem emitir laudos, especialmente quando o foco é em aspectos de projeto, acabamentos e funcionalidade dos espaços.

Peritos imobiliários, quando devidamente registrados e credenciados junto aos órgãos competentes, também possuem autoridade para emitir laudos. Algumas seguradoras e instituições financeiras aceitam apenas laudos de profissionais específicos, portanto é importante verificar os requisitos exigidos antes de contratar o serviço.

É fundamental verificar se o profissional possui registro ativo e em dia com seus órgãos de classe. Laudos emitidos por profissionais não habilitados carecem de validade legal e podem ser contestados judicialmente. A GMX Avaliações e Perícias de Engenharia conta com equipe especializada de engenheiros e peritos credenciados, garantindo a qualidade técnica e a validade legal de todos os laudos emitidos.

Diferença entre Vistoria Unilateral e Bilateral

A vistoria unilateral é aquela realizada com a presença de apenas uma das partes interessadas e do profissional vistoriador. Geralmente é solicitada por uma das partes para documentar o estado da propriedade conforme sua percepção, sem a concordância ou presença da outra. Este tipo é válido legalmente, mas possui menor força probatória em caso de disputas, pois a parte ausente pode contestar as informações registradas.

A vistoria bilateral, por sua vez, é realizada com a presença do proprietário, inquilino (ou seus representantes) e do profissional vistoriador. Ambas as partes assinam o documento final, concordando com as condições registradas. Oferece maior segurança jurídica, pois documenta o consenso entre as partes sobre o estado da propriedade. É considerada a melhor prática em transações imobiliárias e contratos de locação.

Embora a vistoria unilateral tenha validade legal, a vistoria bilateral é fortemente recomendada por oferecer proteção mais robusta a ambas as partes. Quando uma das partes se recusa a participar da vistoria bilateral, isso pode ser documentado e utilizado como evidência de má-fé em processos judiciais. Saiba como fazer uma vistoria de imóvel para locação adequadamente.

Quanto Custa um Laudo de Vistoria de Imóvel

Fatores que Influenciam o Preço

O custo de um laudo de vistoria de imóvel varia significativamente conforme diversos fatores. A localização geográfica da propriedade é um dos principais determinantes, pois profissionais em grandes centros urbanos geralmente cobram taxas mais altas. Além disso, deslocamento para regiões periféricas ou cidades do interior pode incluir custos adicionais de locomoção.

O tamanho e a complexidade da propriedade impactam diretamente no preço. Um apartamento pequeno em edifício residencial terá custo menor que uma casa de múltiplos pavimentos ou um imóvel comercial com sistemas complexos. Propriedades com áreas comuns em condomínios, piscinas, elevadores e sistemas de segurança sofisticados demandam análise mais detalhada e, consequentemente, custos mais elevados.

O tipo de laudo solicitado também influencia o preço. Um laudo simples de entrada e saída para locação é mais econômico que um documento detalhado com análise de estrutura, inspeção termográfica ou avaliação de conformidade com normas técnicas. Laudos para fins judiciais ou periciais costumam ser mais caros por exigirem maior nível de detalhamento e documentação.

A experiência e credibilidade do profissional afetam a precificação. Engenheiros com especialização em perícia, avaliação imobiliária ou engenharia diagnóstica cobram honorários mais altos que profissionais iniciantes. Demanda urgente também pode resultar em custos adicionais, especialmente se a vistoria precisar ser realizada em horários especiais ou fins de semana.

Geralmente, laudos de vistoria para locação variam entre R$ 300 e R$ 1.500, dependendo do tamanho e tipo da propriedade. Laudos mais complexos, com análises técnicas aprofundadas, podem custar entre R$ 1.500 e R$ 5.000 ou mais. É recomendável solicitar orçamento a profissionais qualificados antes de contratar o serviço.

Como Fazer um Laudo de Vistoria Impecável

Passo a Passo para Elaboração do Laudo

O primeiro passo é agendar a vistoria com antecedência, informando ao proprietário e ao inquilino (se aplicável) a data e hora. Ambas as partes devem estar presentes para uma vistoria bilateral, garantindo transparência. O profissional deve chegar com equipamentos adequados: câmera fotográfica de qualidade, tablet ou notebook para registro digital, medidor de umidade, luxímetro (quando necessário) e formulário padronizado.

Ao chegar à propriedade, o vistoriador deve fazer um reconhecimento geral do espaço, observando acesso, fachada, áreas comuns (se houver) e identificar todos os ambientes que serão inspecionados. É importante estabelecer comunicação clara com as partes presentes, explicando o processo e respondendo dúvidas. Isto contribui para maior cooperação e transparência durante a vistoria.

A inspeção deve ser sistemática, percorrendo cada ambiente de forma organizada. Cada cômodo deve ser fotografado em diferentes ângulos, com destaque para áreas problemáticas. O profissional deve testar funcionalidades: abrir e fechar janelas, verificar funcionamento de portas, testar tomadas, verificar funcionamento de chuveiros e torneiras, inspecionar pisos e paredes.

Durante a vistoria, todas as observações devem ser anotadas detalhadamente. Danos devem ser descritos com precisão: "trinca de 15 cm na parede da sala", "mancha de umidade no canto superior direito do quarto", "vidro da janela com pequena rachadura". Descrições vagas prejudicam a qualidade do documento e sua utilização futura.

Ao final da vistoria, o profissional deve revisar todas as anotações e fotografias, garantindo que nada foi esquecido. As partes presentes devem assinar o formulário de vistoria, confirmando sua presença e concordando com as observações registradas. Isto é fundamental para a validade legal do documento.

Elementos Essenciais que Deve Conter

O laudo de vistoria deve conter identificação completa da propriedade: endereço completo, número do imóvel, número do apartamento (se aplicável), CEP, município e estado. Dados do proprietário, inquilino e do profissional vistoriador também são obrigatórios, incluindo nomes completos, CPF ou CNPJ e contatos.

A data e hora da vistoria devem ser registradas com precisão. Informações sobre o contrato de locação (se houver) como data de início, valor do aluguel e condições especiais também devem constar. O objetivo da vistoria deve ser claramente indicado: entrada, saída, inspeção técnica ou avaliação.

Descrição detalhada de cada ambiente é essencial. Para cada cômodo, deve-se registrar: dimensões aproximadas, tipo de piso, condição das paredes, teto, portas, janelas, tomadas, interruptores, iluminação, e qualquer elemento relevante. Áreas externas como varanda, garagem ou áreas comuns também devem ser descritas.

Registro de danos, manchas, umidade, mofo, infiltrações, trincas e qualquer tipo de deterioração deve ser feito com descrição precisa da localização e extensão. Diferenciação entre dano preexistente e desgaste normal é crucial. Equipamentos e instalações devem ser listados: ar condicionado, aquecedor, fogão, geladeira, máquina de lavar, conforme aplicável.

Observações gerais sobre a limpeza, organização e conservação geral da propriedade devem ser incluídas. Recomendações para reparos ou manutenção podem ser adicionadas. Finalmente, assinaturas do vistoriador e das partes presentes conferem validade legal ao documento.

Documentação e Registros Fotográficos

Os registros fotográficos são componentes críticos de um laudo de vistoria impecável. Cada ambiente deve ser fotografado em múltiplos ângulos: vista geral do cômodo, detalhes de paredes, piso, teto, portas, janelas e qualquer elemento que requeira documentação. Fotografias devem ser de alta qualidade e com boa iluminação para permitir análise posterior.

Danos específicos devem ser fotografados em detalhe. Uma trinca na parede, por exemplo, deve ser fotografada tanto em plano geral quanto em close-up. Manchas de umidade, mofo, infiltrações e qualquer tipo de deterioração devem ser documentados fotograficamente. Isto fornece evidência visual incontestável do estado da propriedade.

As fotografias devem incluir data e hora de captura, informações que a maioria dos smartphones registra automaticamente. Isto aumenta a credibilidade da documentação. Alguns profissionais utilizam softwares que adicionam geolocalização e timestamp às imagens, criando registro ainda mais robusto.

Além de fotografias, documentação escrita detalhada é essencial. Anotações durante a vistoria devem ser organizadas e transferidas para o documento final de forma clara e estruturada. Cópias de documentos da propriedade, como matrícula ou certidão de propriedade, podem ser anexadas quando relevante para fins de avaliação ou perícia.

A documentação completa deve ser mantida organizada e arquivada adequadamente. Tanto o vistoriador quanto as partes envolvidas devem receber cópia do laudo. Documentação digital com assinatura eletrônica oferece maior segurança e facilita compartilhamento. Conheça mais detalhes sobre como fazer um laudo de vistoria de imóvel.

Modelo de Laudo de Vistoria de Imóvel

Estrutura Padrão do Documento

Um laudo de vistoria padronizado segue estrutura específica que facilita leitura, compreensão e utilização legal do documento. O cabeçalho deve conter logomarca da empresa vistoriadora (se houver), título "LAUDO DE VISTORIA DE IMÓVEL" em destaque, e número de identificação único do laudo para fins de rastreamento.

A seção inicial deve conter "IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL" com endereço completo, número, complemento, CEP, município, estado, tipo de propriedade (apartamento, casa, sala comercial, etc.), e dados de matrícula quando disponível. Segue-se "IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES" com dados do proprietário/locador, inquilino/locatário, e do profissional responsável pela vistoria.

A seção "INFORMAÇÕES GERAIS" deve incluir data e hora da vistoria, duração aproximada, condições climáticas (relevante para análise de umidade), e objetivo da vistoria. "DESCRIÇÃO DOS AMBIENTES" é a seção principal, organizada por cômodos: sala, cozinha, quartos, banheiros, áreas de serviço, varandas, garagem, etc.

Cada ambiente deve ser descrito seguindo padrão: dimensões aproximadas, piso (tipo, condição, limpeza), paredes (pintura, manchas, umidade, trincas), teto (tipo, condição, manchas), portas (tipo, funcionamento, danos), janelas (tipo, funcionamento, vidros), e elementos específicos (tomadas, interruptores, iluminação, móveis/eletrodomésticos).

A seção "REGISTRO DE DANOS E OBSERVAÇÕES" documenta problemas identificados com descrição detalhada, localização precisa e fotografias associadas. "RECOMENDAÇÕES" pode incluir sugestões de reparos ou manutenção. A seção final "ASSINATURAS" deve conter assinatura e carimbo do profissional vistoriador, assinatura do proprietário e assinatura do inquilino.

Campos Obrigatórios e Informações Necessárias

Campos obrigatórios que não podem faltar incluem: número de identificação único do laudo, data e hora da vistoria, endereço completo da propriedade, nome completo e CPF do proprietário, nome completo e CPF do inquilino (se aplicável), nome completo, CPF e número de registro profissional do vistoriador.

Informações técnicas obrigatórias incluem: tipo de propriedade, número de cômodos, área aproximada total, descrição de cada ambiente, registro de danos com localização e descrição precisa, assinatura do profissional com data, assinatura do proprietário com data, e assinatura do inquilino com data (em caso de vistoria bilateral).

Informações sobre instalações devem ser registradas: presença de ar condicionado, aquecedor, fogão, geladeira, máquina de lavar, secadora, sistema de segurança, e qualquer outro equipamento relevante. Condições de funcionamento devem ser anotadas. Informações sobre áreas comuns (em condomínios): portaria, piscina, salão de festas, academia, garagem, devem ser descritas.

Dados do contrato de locação quando aplicável: data de início, data de término, valor do aluguel, valor do depósito caução, e condições especiais do contrato. Objetivo específico da vistoria deve ser claramente indicado: vistoria de entrada, vistoria de saída, vistoria para fins de avaliação, vistoria para fins de perícia, ou outro.

Fotografias numeradas e organizadas por ambiente devem acompanhar o laudo. Cada fotografia deve conter legenda identificando o local e o que está sendo documentado. Índice de fotografias deve constar no início ou final do documento. Assinatura digital ou certificado digital adiciona segurança e validade legal ao documento.

Laudo de Vistoria em Locação de Imóvel

Vistoria de Entrada: O que Verificar

A vistoria de entrada é realizada no momento em que o inquilino recebe as chaves e antes de efetivamente ocupar a propriedade. Seu objetivo é documentar o estado inicial do bem, servindo como referência para comparação na vistoria de saída. Esta vistoria deve ser minuciosa e bilateral, com presença do proprietário ou representante e do locatário.

Estrutura deve ser inspecionada: verificar presença de trincas nas paredes, umidade, mofo, infiltrações, danos no piso, danos no teto, problemas na pintura. Portas e janelas devem ser testadas: abrir e fechar adequadamente, vidros íntegros, fechaduras funcionando, dobradiças sem danos. Elementos de segurança devem ser verificados: vidros inteiros, fechaduras de segurança, correntes de porta.

Instalações elétricas devem ser testadas: todas as tomadas funcionando, interruptores respondendo adequadamente, iluminação funcionando em todos os ambientes. Instalações hidráulicas devem ser verificadas: torneiras funcionando sem vazamentos, chuveiros com boa pressão, ralos sem entupimento, vaso sanitário funcionando corretamente, ausência de vazamentos visíveis.

Limpeza geral deve ser observada: presença de sujeira, poeira excessiva, manchas no piso ou paredes, bolor em banheiros ou cozinha. Equipamentos fornecidos devem ser testados: fogão, geladeira, ar condicionado, máquina de lavar, aquecedor. Cada equipamento deve ser fotografado em estado funcionando.

Áreas externas devem ser inspecionadas: varanda ou sacada, garagem, áreas comuns do condomínio. Pintura, acabamentos, tapetes e cortinas devem ser descritos. Qualquer dano preexistente deve ser documentado fotograficamente. O inquilino deve assinar o laudo concordando com as condições encontradas.

Vistoria de Saída: Danos e Desgaste Normal

A vistoria de saída é realizada quando o inquilino desocupa a propriedade, comparando seu estado atual com o registrado na vistoria de entrada. Seu objetivo é identificar danos causados pelo locatário durante a locação, diferenciando-os do desgaste natural esperado pelo uso.

Desgaste normal inclui: pequenas manchas de poeira nas paredes, desbotamento leve de pintura por exposição solar, pequenos arranhões em pisos, desgaste de rodapés, pequenas marcas de móveis no piso. Estes danos não devem ser cobrados do inquilino, pois são consequência natural do uso residencial. A legislação reconhece este desgaste como responsabilidade do proprietário.

Danos anormais que podem ser cobrados incluem: buracos grandes nas paredes, pintura completamente desbotada ou suja em curto período, pisos danificados ou quebrados, vidros quebrados, portas ou janelas danificadas, equipamentos não funcionando por negligência do inquilino, infiltrações causadas por má manutenção de janelas ou varandas.

Documentação fotográfica é crucial na vistoria de saída. Comparar fotografias da entrada com o estado atual facilita identificação clara de danos novos. Descrições devem ser precisas: "mancha de mofo no canto superior direito da parede da cozinha" é mais útil que "mancha na parede". Localização exata e dimensões estimadas devem ser registradas.

Limpeza deve ser avaliada: a propriedade deve ser devolvida limpa e em condições de habitabilidade. Sujeira excessiva pode resultar em cobrança de limpeza profissional. Áreas com bolor, mofo ou infiltração devem ser fotografadas. Equipamentos devem ser testados novamente: fogão, geladeira, ar condicionado, máquina de lavar.

Direitos e Responsabilidades das Partes

O proprietário tem direito de receber a propriedade em condições similares às da entrada, ressalvado o desgaste normal. Pode cobrar do depósito caução reparos necessários por danos causados pelo inquilino. Deve fornecer ao locatário cópia da vistoria de entrada e, ao final da locação, cópia da vistoria de saída. Deve informar sobre cobranças dentro de prazos legais, geralmente 30 dias após devolução.

O proprietário é responsável por manutenção estrutural e grandes reparos: problemas na estrutura, encanamento principal, fiação elétrica principal, cobertura do prédio. Não pode cobrar do inquilino desgaste normal ou danos preexistentes. Deve manter a propriedade em condições de habitabilidade durante toda a locação.

O inquilino tem direito de receber cópia da vistoria de entrada assinada, servindo como proteção contra cobranças injustificadas. Pode contestar cobranças apresentando comprovantes de reparos realizados. Tem direito à devolução do depósito caução deduzidas apenas despesas legítimas comprovadas. Deve ser informado sobre qualquer cobrança com antecedência.

O inquilino é responsável por cuidar da propriedade como se fosse sua, evitando danos anormais. Deve realizar limpeza adequada, evitar infiltrações por negligência, manter equipamentos em funcionamento. Pequenos reparos de manutenção podem ser sua responsabilidade conforme contrato. Deve permitir visitas do proprietário para inspeção conforme acordado.

A legislação brasileira protege ambas as partes. Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato) estabelece direitos e deveres de proprietários e inquilinos. O laudo de vistoria bilateral é a melhor ferramenta para evitar litígios, pois documenta o consenso entre as partes sobre o estado da propriedade em momentos específicos.

Normas Técnicas para Laudo de Vistoria

Regulamentações e Padrões Aplicáveis

Laudos de vistoria de imóvel devem seguir normas técnicas estabelecidas por órgãos reguladores e associações profissionais. A NBR 14653 (Avaliação de Bens) estabelece procedimentos para avaliação de propriedades, incluindo diretrizes para inspeção e documentação. Profissionais que seguem esta norma produzem laudos mais técnicos e confiáveis.

O CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) estabelece resoluções sobre atividades de engenharia, incluindo perícia e avaliação de imóveis. Profissionais registrados no CREA devem seguir código de ética profissional e normas técnicas específicas. Laudos emitidos por engenheiros CREA possuem maior credibilidade legal.

O CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) estabelece normas para arquitetos que realizam perícias e avaliações. Profissionais registrados no CAU devem manter padrões técnicos elevados. Laudos de arquitetos CAU também possuem validade legal reconhecida.

Normas de segurança do trabalho (NR) podem ser aplicáveis em vistorias de propriedades comerciais ou industriais. NBR 9050 (Acessibilidade) pode ser relevante para avaliação de conformidade de imóveis com requisitos de acessibilidade. NBR 15575 (Desempenho de Edifícios) estabelece critérios de desempenho para edificações residenciais.

Legislação municipal pode exigir requisitos específicos para laudos de vistoria. Alguns municípios estabelecem modelos padronizados ou informações obrigatórias. Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato) estabelece diretrizes para vistorias em imóveis locados. Consultar legislação local é importante para garantir conformidade.

Resoluções de instituições financeiras e seguradoras podem estabelecer requisitos específicos para laudos que serão utilizados em operações de crédito ou seguros. Alguns bancos aceitam apenas laudos de profissionais credenciados. Verificar requisitos específicos antes de contratar o serviço garante que o laudo atenderá às necessidades.

FAQ

Um laudo de vistoria unilateral tem validade legal?

Sim, um laudo de vistoria unilateral possui validade legal, pois é elaborado por profissional habilitado e registra as condições da propriedade em determinado momento. Porém, sua força probatória é menor que a de um laudo bilateral, pois a parte ausente pode contestar as informações. Em caso de litígio judicial, a vistoria unilateral pode ser questionada pela parte que não estava presente. Recomenda-se sempre optar pela vistoria bilateral quando possível, pois oferece proteção maior a ambas as partes. Se uma das partes se recusa a participar da vistoria bilateral, isto deve ser documentado, pois pode ser utilizado como evidência de má-fé em processos judiciais.

Qual é a diferença entre termo de vistoria e laudo de vistoria?

O termo de vistoria é um documento mais simples, geralmente preenchido em formulário padrão com informações básicas sobre o estado da propriedade. Serve principalmente para registrar presença das partes e concordância geral sobre as condições. O laudo de vistoria é um documento técnico mais detalhado, elaborado por profissional qualificado, com descrições precisas, análises técnicas, fotografias e recomendações. Possui maior valor probatório em processos judiciais. Para locações simples, um termo de vistoria pode ser suficiente. Para propriedades de alto padrão, operações comerciais ou fins periciais, um laudo técnico é mais apropriado e oferece maior proteção legal.

O laudo de vistoria é obrigatório em toda locação?

A obrigatoriedade do laudo de vistoria varia conforme legislação municipal e disposições do contrato de locação. Alguns municípios exigem laudo técnico em toda locação residencial. Outros apenas recomendam. Condomínios podem estabelecer requisitos específicos em suas convenções. Instituições financeiras que concedem crédito para locação podem exigir laudo. Embora nem sempre seja legalmente obrigatório, é fortemente recomendado por oferecer proteção significativa a ambas as partes. Ausência de laudo pode prejudicar qualquer uma das partes em caso de litígio sobre estado da propriedade. Saiba quem faz a vistoria do imóvel e como contratar profissional qualificado para elaborar seu laudo.